O Mito de Cthulhu
"Vós que jazeis, morto mas sonhando
Escutai o chamado de vosso servidor,
Escutai-me, ó Poderoso Cthulhu!
Escutai-me, Senhor dos Sonhos!
Encerraram-vos em vossa Torre de R'lyeh
Mas Dagon quebrará vossas cadeias malditas
E vosso Reino voltará
Os Espíritos das Profundezas conhecem vosso Nome secreto
A Hidra conhece Vosso Antro
Dai-me vosso signo, a fim que eu conheça
Vossa vontade sobre a Terra
Assim que morrer a Morte, vosso tempo advirá
E vosso sono terminará;
Dai-me o poder de acalmar as vagas
Para que ouça Vosso Chamado."

Com uma aparência hedionda e seu tamanho colossal. Ele é um dos insondáveis Grandes Antigos, seres cósmicos e únicos, criaturas malignas extra dimensionais e de grande poder. Seu nome impronunciável é Cthulhu o Sumo Sacerdote dos Grandes Antigos, ele se encontra em um sono mortal sob o Oceano Pacífico em sua cidade submersa de R'lyeh. Mesmo em um estado letárgico sua presença na Terra ainda influencia os sonhos daqueles mais frágeis.
Suas descrições mais detalhadas são baseadas em estátuas da criatura construídas por um artista após uma série de sonhos sinistros, uma imagem simultânea de um polvo, um dragão e uma caricatura humana...Um corpo grotesco e escamoso com uma cabeça abobada e asas rudimentares nas costas.
Outra estatua recuperada pela policia de um culto assassino representava um monstro parecido com um polvo, com tentáculos cobrindo sua boca, um corpo humanoide com enormes garras nas patas traseiras e dianteiras e nas suas costas asas semelhantes a de um morcego.
Aqueles que se atreveram a ler as escrituras do Necronomicon em busca de desvendar os mistérios do universo e seus senhores, descobriram que Cthulhu veio para a Terra e a governou soberano durante eras passadas, e junto com suas crias construíram a grande cidade de pedras verdes de R'lyeh no grande continente afundado de Mu. Onde o mesmo aguarda em seu sono profundo a espera de seu novo despertar e novamente espalhar a destruição e o caos sobre o mundo.
O adormecimento de Cthulhu é um mistério, alguns documentos cultistas revelaram que algum alinhamento de estrelas causou o seu estado de sono mortal desde a época que o sol era jovem. Desde tempos antigos os ancestrais dos homens já veneravam os Grandes Antigos. Alguns manuscritos diziam que eles são telepáticos e "sabiam tudo o que estava ocorrendo no universo", os grandes senhores foram capazes de se comunicar com os primeiros humanos e então "moldavam os seus sonhos", estabelecendo assim o seu Culto aos Deuses Antigos.
Fragmentos dessas crenças primitivas se estenderam através das eras deixando resquícios de sua história ao longo da civilização humana. E assim eles conspiram e aguardam o retorno de seus mestres.
Fragmentos dessas crenças primitivas se estenderam através das eras deixando resquícios de sua história ao longo da civilização humana. E assim eles conspiram e aguardam o retorno de seus mestres.
Uma das lendas antigas dizia:
Quando as estrelas estavam alinhadas, Eles podiam viajar ao mundo através dos céus; mas quando as estrelas estavam desalinhadas, eles não conseguiam viver.
Mas, ainda que não vivessem, eles não morreriam jamais.
Todos jaziam em casas de pedra na grande cidade de R'lyeh, preservados graças aos feitiços do poderoso Cthulhu enquanto esperavam o dia da ressurreição gloriosa quando as estrelas e a Terra mais uma vez estivessem prontas.
Mas ao mesmo tempo alguma força externa deveria ajudá-los a libertar seus corpos.
Em 1907 a policia de Nova Orleans recebeu um chamado urgente para comparecer aos pântanos no Sul. Algumas mulheres e crianças estavam desaparecidas desde que tambores ruflaram em meio aos bosques escuros e assombrados onde nenhum morador se aventurava. Ouvia-se gritos insanos e berros aterrorizantes.
Um grupo de vinte policiais dirigiu-se até o local. Caminharam a noite pela floresta ate que avistaram um clarão avermelhado, essa região tinha fama de ser amaldiçoada e era desconhecida e inexplorada, em meio aos tambores e os gritos ouvia-se um cântico:
“Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn.”
Quando os homens chegaram em uma clareira natural do pântano viram uma pequena ilha, sem nenhuma árvore e seca. Lá em torno de uma fogueira colossal haviam uma horda de cultistas que saltavam e se contorciam.Os policiais recorreram as armas de fogo, golpes foram desferidos, tiros foram disparados e fugas foram efetuadas. Alguns prisioneiros foram feitos a maior parte deles mentalmente perturbados, foram mandados para sanatórios.
Apenas dois prisioneiros mostraram-se sãos. No entanto, não se obteve um depoimento coerente sobre estes misteriosos aliados. O que a policia conseguiu descobrir veio em grande parte de um senhor muito velho, seu nome era Castro.
O velho havia sussurrado em um dos depoimentos, dizia que o culto não morreria enquanto as estrelas não se alinhassem uma vez mais, e os sacerdotes retirariam o grande Cthulhu de seu túmulo para restituí-lo a seus súditos e dar continuidade a seu legado sobre a Terra.
Seria fácil identificar o momento oportuno, pois então a humanidade estaria como os Grandes Anciões; livre e descontrolada e além do bem e do mal, com todas as leis e tábuas deixadas de lado e todos os homens gritando e matando e rejubilando-se em êxtase. Então os Anciões libertos haveriam de ensinar novas formas de gritar e matar e rejubilar-se em êxtase, e toda a Terra explodiria em um holocausto de arrebatamento e liberdade. Até lá, por meio dos ritos apropriados, o culto deveria manter viva a memória desses costumes antigos e profetizar o retorno dos Grandes Anciões.
Necronomicon XVI
Adjuração do grande Cthulhu
e apõem-se os caracteres de Cthulhu e Dagon. Submete-se ao incenso de Zkoba
e põe-se de parte.
Na vigília de Todos os Santos deve-se buscar um lugar solitário dominando o
oceano. Toma-se o tablete na mão direita e, com a mão esquerda, faz-se o signo
de Kish. Profere-se três vezes o encantamento e, assim que a última palavra tiver
se evolado, lança-se o tablete nas vagas, dizendo:
Em sua morada de R'lyeh, Cthulhu, morto, aguarda sonhando; mas retornará e
seu Reinado se estenderá por toda a Terra.
Ele virá, então, em visita durante o sono e mostrará seu signo pelo qual desvelará
os segredos das profundezas."
"A coisa mais misericordiosa do mundo é, segundo penso, a incapacidade da
mente humana em correlacionar tudo o que sabe. Vivemos em uma plácida ilha
de ignorância em meio a mares negros de infinitude, e não fomos feitos para ir
longe. As ciências, cada uma empenhando-se em seus próprios desígnios, até
agora nos prejudicaram pouco; mas um dia a compreensão ampla de todo esse
conhecimento dissociado revelará terríveis panoramas da realidade e do
conhecimento dissociado revelará terríveis panoramas da realidade e do
pavoroso lugar que nela ocupamos, de modo que ou enlouqueceremos com a
revelação ou então fugiremos dessa luz fatal em direção à paz e ao sossego de




